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Archive for janeiro \26\UTC 2011

Filmes que não veremos no Oscar

Enquanto o mundo comenta a lista de indicações ao Oscar, me deparei hoje com duas produções bem “lado b” com temática lésbica,  longe do apreço de Hollywood. A primeira é o curta-metragem Sara, que se  centra na relação de um casal de namoradas depois que uma delas descobre que é HIV positivo. O curta me chamou atenção por causa do tema pouco abordado quando envolve homossexuais femininos.

Existe uma versão do curta com mais de 25 minutos, mas é preciso pagar alguns dólares + taxas para tê-lo.

A segunda produção, com um toque autobiográfico, se chama Pariah e tem conquistado o público em Sundance. Trata-se da história de uma adolescente lésbica negra, presa entre o rótulo de “butch” e “feminina”. À noite, ela curte a balada de camiseta polo, boné e escancara o lado “masculino”. Quando volta para casa, porém, ela tem que abrir mão do que realmente é, apelando a brincos e maquiagem para agradar a família conservadora.

Pariah foi concebido em 2006 como um curta-metragem  e desde então emplacou em diversos festivais alternativos. É dirigido pela estreante Dee Rees, que após levantar uma grana na Internet, conseguiu transformá-lo em longa-metragem e ver sua cria selecionada para o Festival de Sundance 2011.

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Sobre as indicações do Oscar

Lisa Cholodenko comemorou as indicações do filme Minhas mães e meu pai da seguinte forma: “Estou muito orgulhosa. São quatro indicações e quatro filhos”. Quem não estaria?  O filme, com um casal de lésbicas no centro da trama, emplacou indicações de melhor filme, melhor roteiro original, melhor atriz para Annette Bening e melhor ator coadjuvante para Mark Ruffalo. A indicação de Bening já era esperada, mas Cholodenko lamentou não ter emplacado também a de Julianne Moore, por quem esta que vos escreve nutre uma estranha obsessão.

Não acho que o filme leve realmente os grandes prêmios. Desconfio que nem o próprio elenco acredite muito. Mark Rufallo comentou a indicação agradecendo o trabalho da equipe, principalmente o elenco e a diretora, e afirmando que tudo isso representa uma ganho ao casamento gay.

Outro toque lésbico foi a indicação da maravilhosa Natalie Portman por Cisne Negro. Estou aguardando o lançamento do filme na nesta pequena província. Só encaro ver no cinema. Um comentário que ouvi hoje de uma jovem moça que assistiu a cópia pirata é que  “o filme é ótimo, mas tem cenas muito pesadas”. Fiquei intrigada para perguntar se ela se referia à  cena de sexo de Portman com Mila Kunis.

O filme é tudo isso ou só a performance de Portman paga o ingresso?

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Só para lembrar de Skins

Amanhã, quer dizer, mais tarde, afinal quando eu escrevo este post já é segunda-feira, tem o segundo episódio de Skins USA. E o teaser que está rolando na internet deixa todo mundo com vontade de conferir mais cenas da personagem Tea, interpretada pela jovem Sofia Black D´Elia.

No primeiro episódio da série, ela não esconde de ninguém que gosta de garotas. Chega a levar os amigos, loucos para verem duas mulheres se beijando, a um bar temático, mas não passou disso. Aliás, o episódio não mostrou cenas do bar, por sinal. Não pelo menos a versão que eu baixei por aqui. Mas parece que no episódio de hoje veremos um pouquinho mais de ação por parte de Tea:

ps.: Não sei vocês, mas me dá nos nervos a hipocrisia da MTV americana. Se a emissora  escolheu comprar os direitos de um seriado adolescente, cujo original está longe do politicamente correto, fica difícil engolir cenas de meio mundo de adolescente americano enchendo a cara e se drogando sem pudores, tendo palavrões censurados com aquele apitinho no meio das frases. Vai entender…

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Liberte a Tasmânia!

Amanda Palmer está de volta para ruborizar criaturas que anos atrás se horrorizavam com as performances da canadense Peaches. Palmer sabe abusar do deboche quando lhe convém e o faz muito bem. Em sua carreira solo (a artista é uma das fundadoras da dupla Dresden Dolls), ela sempre guarda na manga uma piadinha aos caretas. Desta vez, com o álbum Amanda Palmer Goes Down Under, mais precisamente no single Map of Tasmania, Palmer destila seu humor peculiar e faz um apelo geral às mamães e menininhas: liberdade aos pelos pubianos!

É isso aí, galera, deixe sua Tasmania crescer, raspe se quiser e pinte de qualquer cor, se tiver vontade. Parece que Palmer não só defende a liberação total dos pelos das partes íntimas como também libera geral nas axilas. É só confirmar no divertido vídeo abaixo.

O disco novo de Palmer, que traz canções gravadas ao vivo, covers  de gente com Nick Cave, e algumas participações especiais, é  uma grande homenagem à Austrália e à Nova Zelândia.  Inclusive o título do single Map of Tasmania é uma gíria australiana que se refere aos pelinhos da genitália feminina.

 

 

Curioso é que o primeiro verso da canção diz:  “eles não tocam a música na rádio”. Mas a primeira vez que a ouvi foi numa rádio local, quando voltava do trabalho.

Valeu, Giulia, pelo vídeo =)

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Da categoria série tosca, mas que dá pra ver  se você deixar de lado algum critério técnico mais apurado, já falamos por aqui, muito tempo atrás, da websérie argentina Plan V. Mas se tratando de produção de verdade, com assinatura dos hermanos vizinhos com sotaque bem característico, eu preferi mesmo a série (não feita para a web) Para Vestir Santos. Com um linguagem meio afetada e cômica, além de uma ótima trilha sonora, a série conta a história de três irmãs (Susi, Virgi e Male), que se veem ainda muito apegadas à educação rígida da mãe falecida. Sem sorte no amor, as moças parecem em busca de uma cura para suas frustrações e solidão, mesmo que de forma estabanada e pouco convencional.

A expressão “para vestir santos” é muito utilizada na Argentina para chamar alguém de solterona. Tem origem nas carolas de igreja, adepta das boas práticas cristãs. Na série, no entanto, essas criaturas estão longe de serem tão boazinhas assim. Susi é a mais castrada de todas e a mais apegada à figura materna. Virgi é a mais liberal das irmãs. Dorme com todos, mas não se envolve emocionalmente com nenhum. E Male, a caçula da família, é uma atriz meio louca, meio looser. Ela nunca consegue um bom papel, mas é capaz de nos presentear com uma boa cena de pegação. É que mesmo não gostando da ideia de compartilhar um beijo com outra mulher, termina sendo convencida a fazer um casting para interpretar uma personagem lésbica. E gosta mucho. Tanto que se empolga e beija sua companheira de cena mais do que pede o script. Não satisfeita, ainda leva Laura, a mencionada companheira, para cama. Boa cena, por sinal.

Para Vestir Santos foi ao ar no ano passado e teve seu último episódio transmitido em dezembro. Quem nunca viu, deveria arrumar um tempinho para dar uma conferida. As cenas com a personagem Male estão no youtube, aqui ó.

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Muito bom pra ser verdade

Não teve liebe que segurasse a relação das amigas Miriam e Rebecca! Confesso que um dos motivos de nunca ter-me dedicado a postar sobre Verbotene Liebe, versão casal Miribecca, é que andei desconfiada que a história das duas não ia dar muito certo, apesar de que o programa tem um histórico até respeitável de casais lésbicos. Andei tirando o atraso dos capítulos nas últimas semanas, mas a história acabou assim: amigas para sempre. E ponto. Quem quiser conferir tudo sobre as moças, é só fazer uma visita ao youtube, neste canal aqui.

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Saudades do drama teen South of Nowhere? Pois enquanto não é lançada a versão para o cinema da ótima Girltrash, cujo elenco traz o parzinho da série – Gabrielle Christian e Mandy Musgrave- , melhor ficar de olho na comédia romântica You Are Cordially Uninvited. Nela, Gabrielle Christian interpreta Rose, uma mocinha que está louca para casar com sua namorada Lisa, mas que parece não ter muita coragem para apresentá-la à familia. Lisa resolve então dá uma forcinha à amada: organiza uma festa de noivado e, sem a companheira saber, convida toda a família de Rose. A confusão se arma e o resto tem cara de sessão de tarde.

Confira o trailer:

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