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Archive for the ‘quadrinhos’ Category

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Vamos jogar o jogo da honestidade? Pois bem: é claro que comecei a assistir a Supergirl nessa sua segunda temporada porque havia um potencial casal lésbico em vista, com uma interessante e saudável história de saída de armário em idade adulta de uma das personagens centrais, a irmã da própria heroína-título. Sempre tendo em mente a que público se destina essa série – majoritariamente adolescente – o processo de ‘coming out’ de Alex Danvers tem sido uma das melhores surpresas da TV aberta norte-americana este ano. A evolução da personagem em sua particular jornada de autodescobrimento rendeu sequências bastante significativas para a comunidade LGBTQ. Tendo isso dito, me animou naquele momento inicial que uma série sobre super-heróis fosse centrada em uma mulher – ainda que branca e loira e, portanto, respondendo a vários padrões normativos – e sua relação poderosa com a irmã, Alex.

Busquei então imagens e sequências da primeira temporada, pesquisei sobre as personagens e encontrei uma série bem dedicada a quebrar com a régua paternalista com que 99% das séries com super-heróis são construídas. Mas eis que… chegamos na metade da segunda temporada de Supergirl e tal não é minha decepção – acompanhada de um enorme cansaço e uma sensação de déjà vu – em ver que, mais uma vez, os roteiristas decidiram estragar tudo tirando Kara/Supergirl do centro da ação e transformando a personagem num acessório romântico para um personagem que, no último episódio, chegou mesmo a falar a seguinte frase: “saudades do tempo em que eu podia objetificar as mulheres sem que isso fosse um problema”. Eu poderia encerrar meu argumento aqui, mas vamos a algo que tem sido uma ferramenta valiosa – ainda que longe de ideal – para medir o quão machista e heteronormativa pode se tornar uma série supostamente “feminista” como Supergirl: os números. Portanto, antes que eu comente sobre todas as coisas maravilhosas – e algumas de quebrar o coração – que aconteceram entre Alex Danvers e sua namorada Maggie Sawyer nessa última semana, vamos a esses números.

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Pelas minhas contas, já se passaram várias semanas desde que Alex Danvers e Maggie Sawyer começaram a namorar em uma série de super-herói na TV aberta. E somente o fato de ambas estarem vivas e felizes e fazendo piadas do tipo “na minha casa ou na sua?” é prova suficiente pra vocês chamarem a equipe do Guinness Book: um recorde está sendo quebrado! Isso pra dizer que, sim, sei que as interações entre Alex e Maggie foram menores neste episódio que nos episódios passados, mas é absolutamente natural que isso aconteça, afinal de contas, a série em questão AINDA se chama Supergirl, e não Sanvers.

Tendo isso dito, aqui vai um top 5 dos melhores e piores momentos do episódio 2×10 Supergirl: We Can Be Heroes (com direito a possíveis #spoilers do episódio 2×11 no fim do texto).

Antes, um resumo breve do que se passou nesse episódio: Livewire, uma das principais vilãs da primeira temporada, saiu da prisão e Kara/Supergirl está indócil porque sua nêmesis está solta no mundo. Em linhas breves, o que acontece é que os machos metidos a heróis na série – James/Guardian, Mon-El e Winn – acham em algum momento que conseguem dar conta de pegar Livewire sozinhos, quando, claro, apenas Supergirl será capaz de encarar esse problema.

Vamos então aos Melhores Momentos desse episódio:

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Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder o que não dá mais pra ocultar e eu não posso mais calar, porque o brilho desse olhar:

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E desse olhar:

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Me pegaram de jeito. E agora estou shipando, chorando, sofrendo, gostando, adorando, gritando feito uma fandom alucinada.

Sim, precisamos falar sobre #Sanvers, sobre Supergirl e sobre como do ano passado para cá fui surpreendida com uma série de TV sobre super-heróis que, ora ora ora, não era sobre homens fazendo homices e sendo filmados como os redentores e salvadores da pátria e da propriedade privada. De repente, cai a ficha que eu não estava vendo uma série sobre mais um super-herói e seus amigos e rivais que juntos, faziam parte do mesmo circuito de brodagem. E estranhamente também não era uma série apenas sobre essa menina branca e loira sendo a super-heroína sexy que todos esperam que uma mulher com roupa colada no corpo seja (ainda que os #whitepeopleproblems* estejam lá…), mas era na verdade sobre duas irmãs e essa relação forte que somente elas, em códigos internos, estabelecem para criar uma certa força de resistência. Ok, os bandidos de sempre sobrevivem, mas há novos bandidos, aqueles da era da extrema direita, dos crimes de ódio (racismo, xenofobia…), dos tempos Trump (ou para falarmos de algo mais próximo, dos tempos em que o verbo Temer virou nome de presidente).

Mas para muito além dessa irmandade entre Supergirl (Melissa Benoist), a menina que veio de outro planeta, e sua irmã terrestre Alex Danvers (Chyler Leigh), eis que, para a minha total surpresa, essa série chegou chegando em sua segunda temporada com algo que foge TOTALMENTE da curva de 10 entre cada 10 séries da TV aberta norte-americana dedicada ao público adolescente. E falo isso com a propriedade de alguém que assiste a seriados gringos desde os anos 90 (been there done that). Alex Danvers se deu conta nesta temporada que é: a) bissexual? b) bi-curious? c) katy perry com aquela música estúpida? Nenhuma das alternativas anteriores, quando Alex viu pela primeira vez essa paisagem:

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Olar. Prazer, Maggie Sawyer, também conhecida como a mulher dos seus sonhos.

A única opção possível era d) sa-pa-tião, lésbica, fancha, bolacha, biscoita, o que melhor lhe convir. E a personagem, com quase 30 anos de idade, começou a rever toda sua vida até então. E a minha missão na Terra (sendo a Terra este texto) é provar cientificamente por que essa história de Alex é diferente de tudo que eu já vi nessas minhas décadas de frustração diante da representação lésbica na TV. Vamos às evidências:

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willow = uau

Optei em colocar a imagem acima em tamanho completo porque…ora essa porque! Estamos falando de Willow! Sim, Willow, da série Buffy, aquela que se encerrou em 2003 e que nos deu alguns dos melhores (e dos piores) momentos biscoitos da TV (americana e brasileira). Para quem não sabe, Buffy deixou de ser exibida na TV, mas suas histórias continuam a ser publicadas em quadrinhos, na chamada “série 8”

Ainda para quem não acompanha, nos quadrinhos, aléme Willow, até Buffy já deu biscoitada (oh yeah, com direito a uma noite de amorrrr) com uma moça. Ou seja, para quem tem oportunidade (e sabe ler em inglês) nunca será uma má opção baixar essa história (e se eu disse Iso Hunt vocês nunca ouviram falar de mim).

Agora, na nova revista que será publicada dia 23 de dezembro (presente de Natal, né?), o próprio Joss Whedon, criador da série, coloca Willow como personagem central na trama. Eis a sinopse:

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BatwomanCover

Faz mais de dois anos que essa notícia saiu na mídia e lembro muito bem todo o “escarcéu” criado em vários sites com isso: a Batwoman lésbica. Kathy “Kate” Kane, a versão feminina de Batman, aquele cara que mantém um relacionamento meio estranho com o Robin. Pois bem, esta semana finalmente saiu as edições nº 854 e 855 com a Batwoman gay, gay, gay. E isso significa duas coisas que eu amo juntas: quadrinhos e…ahnnn…lésbicas?

Mas calma lá, Kate, agora mais ruiva do que nunca, está em crise no relacionamento. Afinal de contas, ela passa a noite lutando contra o crime, mas sua mulher não sabe da identidade secreta da namorada e acha que…bem…o que você acharia se sua saísse toda noite sozinha e voltasse durante a madrugada? Eis então o que se passa em uma das páginas…Ah, e claro, vocês vão precisar…

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katchoo is back

katchoo is back!

Realmente não sei como deixei isso passar, mas o o fato é que no último dia 17, Terry Moore postou em seu blog a imagem ai ao lado acompanhada apenas de um pequeno texto: “Vocês estão vendo a garota no cavalo? Estou escrevendo uma curtinha sobre ela e seus amigos. Ainda não tenho certeza de quando irá sair, mas queria compartilhar isso por aqui. Algumas pessoas não se contentam em ficar quietas…sabem o que eu quero dizer?”

E se vocês estão se perguntando: ela realmente está postando isso no blog certo? Sim, porque, para quem não conhece, deixem-me apresentar: a moça aí do lado no cavalo é a temperamental, apaixonada, briguenta e bissexual e mais famosa  personagem do quadrinista Terry Moore: Katchoo.

Em outras palavras, Strangers in Paradise vai voltar! Ainda que numa trama curtinha. A saga que nos introduziu à vida de Katchoo, Francine, David e vários outros personagens fantásticos, deve ganhar em breve alguma edição extra em uma situação pós-fim da série, que terminou em seu volume 90, com Katchoo, finalmente, conseguindo ficar com Francine, a mulher de seus sonhos desde o comecinho da saga.

Para quem nunca ouviu falar, aí vai a dica: Strangers in Paradise é uma das melhores séries em quadrinhos americanas dos anos 90/00. Me arriscaria a dizer que foi a melhor produção independente dos Estados Unidos, particularmente em seus primeiros anos (96/97) – fala alguém que é viciada em quadrinhos e que tem uma extensa bibliografia no gênero. E conhecer o plot entre Katchoo e Francine é uma tarefa de casa para todas as meninas que frequentam este blog! Ai, tomei fôlego agora.

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Batwoman é biscoita

mais uma sai do armário

mais uma sai do armário

Nossa colaborada, Dani, a mulher que nunca mais postou por aqui, acaba de nos enviar por e-mail a notícia de que Batwoman é lésbica.  A notícia foi divulgada na Folha Online:

“Uma nova revista em quadrinhos será lançada em junho nos Estados Unidos pela DC Comics confirmando que a Batwoman – a versão feminina do super-herói Batman – é lésbica, um rumor que circula entre os fãs dequadrinhos há mais de dois anos. Em maio de 2006, quando os autores Greg Rucka e J.H. Williams 3º começaram a trabalhar em uma nova história da Batwoman, um artigo do jornal americano “New York Times” revelou a orientação sexual da heroína. O artigo provocou polêmica e repercutiu entre os fãs de quadrinhos, mas a homossexualidade da heroína nunca havia sido confirmada pelos autores até agora.

– Sim, ela é lésbica. Ela também é ruiva, disse Greg Rucka em entrevista ao site especializado em quadrinhos, Comic Book Resources.

O autor confirma que Bette Kayne – a Batgirl – também estará presente na nova revista, mas não dá mais detalhes sobre a relação entre a personagem e a Batwoman. A edição 854 do Detective Comics com a Batwoman será lançada pela DC Comics em junho nos Estados Unidos”.

Economizem, garotas, para adicionar ao seu acervo!

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