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Posts Tagged ‘rizzoli & isles’

Ufa! Voltei, depois de alguns dias tentando encontrar tempo – e menos cansaço –  para postar. E voltei cheia de suingue, depois de ver no AfterEllen esse vídeo de bastidores da série Gayzzoli & IsLes (tá bom, Rizzoli & Isles), em que quase todo a equipe se junta para cair no funk do bem em comemoração ao aniversário da atriz Angie Harmon (Rizzoli). A sintonia do pessoal da produção é óbvia. Parece que todo mundo trabalha na maior empolgação. E confesso que me admirei ao ver Angie Harmon dando uma quebrada. A moça consegue rebolar um pouquinho. Claro que estranhei! Estou acostumada com o jeitão butch dela nas telinhas. Vocês não?

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A melhor série policial americana com personagens lésbicas nunca foi ao ar. Chama-se Nikki & Nora, é explicitamente gay e suas personagens principais se amam. No episódio piloto, as policiais trocam beijos, carícias, discutem se deveriam ou não contar a um ex-parceiro de Nora que elas são um casal e ainda lhes  sobra tempo para um gostoso banho a dois numa banheira. Tudo em menos de 60 minutos.  Desde 2004, ano em que a série foi produzida, mas não exibida pela UPN, Nikki & Nora é cultuada por um seleto grupo de lésbicas. Se tiverem interesse de procurar nos sites de busca pelas atrizes Liz Vassey (Nikki) e Christina Cox (Nora), muito provavelmente encontrarão vídeos e entrevistas falando sobre esse drama policial gay. Ah, e o piloto da série traz uma ponta da atriz Rose Rollins (Tasha Williams, de The L Word).

A melhor série policial americana com lésbicas enrustidas está na segunda temporada nos Estados Unidos. Todas nós já ouvimos falar dela (pelo menos a maioria de nós, penso eu). Chama-se oficialmente Rizzoli & Isles, mas se tornou popular no mundo biscoito pelo singelo nome de Gayzzoli & IsLes. No episódio que foi ao ar na semana passada, o público lésbico delirou com os textos, subtextos, entrelinhas e o descaramento da história. Indo direto ao que interessa, há duas cenas dignas de serem tiradas do armário. Uma delas envolve um diálogo, no início do episódio, no qual Gayzzoli está indignada com o fato de IsLes estar arrastando uma asa e meia para um mecânico italiano bronco. A outra cena, já no final do episódio, é outra pinta só. Para se livrarem do tal mecânico, as duas fingem que são mais que parceiras e bem mais que “best friends forever”. Vale a expiada, mas é melhor estar preparada para a frustração. No máximo, você verá um abraço entre as protagonistas. Nada de beijo, carícia e curtição na banheira.

Na batalha das policiais que nunca foram a ar e as policiais que estão no ar, quem vence?

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Presas no armário

Depois de conferir a série Rizzoli & Isles, compreendi o aviso de uma amiga que acompanha a série religiosamente: “Não tenha muita esperança. Dali não sai nada”. Após conferir o sexto episódio da série (I kissed a girl),  que foi ar na semana passada nos EUA, não restou dúvida alguma: trata-se daquele tipo de produção que mora dentro do armário e que nunca sairá dele.

A série conta a história de duas amigas policiais da divisão de homicídios de Boston. Jane Rizzoli é uma detetive super durona, voz meio suspeita e cara de quem não tem tempo a perder com muita frescura. Maura Isles, por outro lado, é uma médica legista super feminina com tino pra mortos e pra moda, o que levou sua intérprete, a atriz Sasha Alexandre, a descrever sua personagem como uma “Carrie Bradshaw com um morto ao lado”.

Ambas até poderiam formar um casal perfeito, mas a intimidade entre as duas não vai além de um cochilinho na cama da parceria  (de trabalho) e algumas trocas de confidências, muitas delas sobre o sexo masculino.

No ultimo episódio que foi ao ar nos EUA, as protagonistas investigam o homicídio de uma lésbica, que sofria de diabetes, e cujo corpo foi encontrado próximo a um bar gay. A vítima, apesar de casada com uma mulher, parecia se divertir conhecendo garotas em sites de relacionamentos “só para elas”. Para desvendar o caso misterioso, Rizzoli terá que se passar de lésbica – o que não é algo tão difícil assim – e cair na noite à caça de uma suposta assassina.

Em uma das cenas do episódio, Isles e outros dois policiais do departamento de homicídios decidem criar um perfil de Rizzoli no tal site de relacionamento gay. Uma das etapas do cadastro é escolher a categoria que melhor se encaixe ao estilo de vida de Rizzoli. Um dos policiais descreve a colega como alguém de look mais “machinho”, mas Isles se nega a clicar nessa alternativa e diz que vai marcar a opção “esportista”. Para acabar a polêmica, um outro policial sugere que se marque a mesma opção escolhida pela vítima. Isles se interessa pela dica e vai verificar qual a opção marcada pela vítima (a saber: “lésbica bem feminina”).  O policial não se aguenta e solta a frase: “adoro à paisana!”. Realmente, Rizzoli pagando de lipstick lesbian só mesmo trabalhando à paisana!

Quando é informada por Isles que tem um perfil num site de relacionamento lésbico, Rizzoli não gosta da ideia, mas depois se impressiona com a quantidade de mulheres interessadas nela. As amigas leem juntas algumas mensagens deixadas no site e terminam conversando sobre que tipo de mulheres elas gostariam de ter caso fossem lésbicas. Sem titubear, Rizzoli avisa que definitivamente incorporaria o papel do homem da relação. “Só porque você é mandona?”, indaga Isles. Rizzoli acusa a amiga de também ser mandona. O debate sobre quem gosta de mandar mais termina quando Isles, brincando, diz à Rizzoli que ela pode ficar tranquila pois não faz o seu tipo. “Como assim eu não faço seu tipo? Isso é muito grosseiro!”, comenta Rizzoli. Isles explica seus motivos: “você não sabe relaxar. Você usa sapato e roupa na cama, além de ser mandona”.

O episódio segue com Rizzoli levando cantadas em sua jornada de lésbica de mentira. No final do capítulo, o máximo de intimidade gay que vislumbramos é um beijinho no pescoço que a policial leva numa de suas investigações. Nada que seja motivo para tirar as crianças da sala.

Ah, e antes que esqueça: além de passar a maior parte do episódio tentando disfarçar que gosta de mulheres (ou melhor seria dizer tentando disfarçar que gosta de homens?), Rizzoli encontra-se numa enrascada braba depois que Isles arma um encontro duplo com dois rapazes da aula de Ioga. Jorge, um latino bonitão, parece bem interessado em Rizzoli, mas a policial quer cair fora o mais rápido possível ao descobrir que o projeto de vida do cara é casar, ter filhos e ficar em casa cuidando do lar enquanto a esposa perfeita trabalha.

Mais tarde, vemos Jorge abordando Rizzoli na aula de ioga, esclarecendo à moça que apóia a “escolha” dela. “Fico feliz que vivemos num Estado onde mulheres como você possam casar”, diz Jorge. Rizzoli ri sem graça para o rapaz e vai tirar imediatamente satisfação com Isles: “você disse ao cara que eu era gay?”. Isles nega que tenha dito algo e corrige a amiga: “Ele presumiu que você fosse”.

Só ele? Rizzoli, minha filha, você não é biscoita por mera preguiça!

Rizzoli & Isles conseguiu obter um dos melhores índices de audiência no verão americano, liderando o ranking das séries mais vistas na TV a cabo de lá. Só por essas informações, arrisco dizer ser pouco provável que a produção do seriado apimente a clara tensão sexual que há entre as personagens. Como não me contento com pouco, deixarei a série bem guardadinha no armário, inspirando-me na policial da trama. Vai que um dia acontece um milagre e Rizzoli se assume de uma vez…

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