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Archive for fevereiro \24\UTC 2017

sanvers213

Vamos jogar o jogo da honestidade? Pois bem: é claro que comecei a assistir a Supergirl nessa sua segunda temporada porque havia um potencial casal lésbico em vista, com uma interessante e saudável história de saída de armário em idade adulta de uma das personagens centrais, a irmã da própria heroína-título. Sempre tendo em mente a que público se destina essa série – majoritariamente adolescente – o processo de ‘coming out’ de Alex Danvers tem sido uma das melhores surpresas da TV aberta norte-americana este ano. A evolução da personagem em sua particular jornada de autodescobrimento rendeu sequências bastante significativas para a comunidade LGBTQ. Tendo isso dito, me animou naquele momento inicial que uma série sobre super-heróis fosse centrada em uma mulher – ainda que branca e loira e, portanto, respondendo a vários padrões normativos – e sua relação poderosa com a irmã, Alex.

Busquei então imagens e sequências da primeira temporada, pesquisei sobre as personagens e encontrei uma série bem dedicada a quebrar com a régua paternalista com que 99% das séries com super-heróis são construídas. Mas eis que… chegamos na metade da segunda temporada de Supergirl e tal não é minha decepção – acompanhada de um enorme cansaço e uma sensação de déjà vu – em ver que, mais uma vez, os roteiristas decidiram estragar tudo tirando Kara/Supergirl do centro da ação e transformando a personagem num acessório romântico para um personagem que, no último episódio, chegou mesmo a falar a seguinte frase: “saudades do tempo em que eu podia objetificar as mulheres sem que isso fosse um problema”. Eu poderia encerrar meu argumento aqui, mas vamos a algo que tem sido uma ferramenta valiosa – ainda que longe de ideal – para medir o quão machista e heteronormativa pode se tornar uma série supostamente “feminista” como Supergirl: os números. Portanto, antes que eu comente sobre todas as coisas maravilhosas – e algumas de quebrar o coração – que aconteceram entre Alex Danvers e sua namorada Maggie Sawyer nessa última semana, vamos a esses números.

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sanvers212

Muitas, muitas emoções, então respira, joga o tapetinho de yoga no chão (piada-spoiler, entendedoras entenderão) e concentra na missão, porque esse último episódio de Supergirl teve Maggie sendo apresentada oficialmente como a namorada de Alex para toda a ‘gangue’, incluindo aí o melhor marciano que você respeita: J’onn J’onzz, também conhecido como a figura paterna intergaláctica para Alex e Kara E teve Lena Luthor, aquela gostosa, jogando charme pra Kara, mas também teve Kara confessando que tá á-pê-xis por Mon-El, o personagem mais insosso do Oeste.

Vamos ao recap + melhores momentos do episódio + alguns detalhes de cena que vocês possivelmente deixaram escapar mas eu estou aqui para ajudar as amigas.

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sanvers211

Senta que lá vem desabafo. Porque it’s my blog e eu desabafo if I want to. Duas coisas importantes sobre o último episódio de Supergirl, série que estamos agora comentando por motivos de: melhor casal sapatão da TV aberta no momento (e talvez, mas isso depende do futuro delas, em todos os momentos):

Alex Danvers + Maggie Sawyer = Sanvers =

Mas enfim, antes de elencar meus melhores momentos do episódio, o primeiro comentário sobre as “crônicas marcianas” é:

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