A primeira e única vez em que tive a oportunidade de presenciar a canadense Peaches num palco ela devorou uma banana prata em três segundos e, imediatamente, convidou uma mocinha da plateia para tascar-lhe um beijão de língua. Metade do público fez cara de nojo (não pelo uso da língua, mas pelo beijo-sabor-banana), e a outra parte a aplaudiu enlouquecidamente, como se estivesse presenciando o fato mais underground de sua vida, o que mostra como a vida de muita gente é tediosa.
Isso foi há mais de dez anos.
O electroclash se escafedeu, saiu de cena como algo “descolado”, mas Peaches continuou com suas apresentações algumas vezes ousadas, outras datadas. Este ano ela voltou numa participação muito boa com o pessoal do selo Gomma na regravação da clássica Maniac, que muitas de nós conhecemos graças à performance de Jennifer Beals, nossa eterna Bette Porter - que a senhora Ilene Chaiken a tenha guardado em seus scritps como o ser mais sexy da finada The L Word.
Da famosa cena de Flashdance à regravação de Peaches, que é muito boa, diga-se de passagem, já se passaram algumas décadas e virada de século. Porém, nada conseguirá superar a cabeleira e o estilo Beals de ser e de dançar.
A cover:
A original:



