Da categoria série tosca, mas que dá pra ver se você deixar de lado algum critério técnico mais apurado, já falamos por aqui, muito tempo atrás, da websérie argentina Plan V. Mas se tratando de produção de verdade, com assinatura dos hermanos vizinhos com sotaque bem característico, eu preferi mesmo a série (não feita para a web) Para Vestir Santos. Com um linguagem meio afetada e cômica, além de uma ótima trilha sonora, a série conta a história de três irmãs (Susi, Virgi e Male), que se veem ainda muito apegadas à educação rígida da mãe falecida. Sem sorte no amor, as moças parecem em busca de uma cura para suas frustrações e solidão, mesmo que de forma estabanada e pouco convencional.
A expressão “para vestir santos” é muito utilizada na Argentina para chamar alguém de solterona. Tem origem nas carolas de igreja, adepta das boas práticas cristãs. Na série, no entanto, essas criaturas estão longe de serem tão boazinhas assim. Susi é a mais castrada de todas e a mais apegada à figura materna. Virgi é a mais liberal das irmãs. Dorme com todos, mas não se envolve emocionalmente com nenhum. E Male, a caçula da família, é uma atriz meio louca, meio looser. Ela nunca consegue um bom papel, mas é capaz de nos presentear com uma boa cena de pegação. É que mesmo não gostando da ideia de compartilhar um beijo com outra mulher, termina sendo convencida a fazer um casting para interpretar uma personagem lésbica. E gosta mucho. Tanto que se empolga e beija sua companheira de cena mais do que pede o script. Não satisfeita, ainda leva Laura, a mencionada companheira, para cama. Boa cena, por sinal.
Para Vestir Santos foi ao ar no ano passado e teve seu último episódio transmitido em dezembro. Quem nunca viu, deveria arrumar um tempinho para dar uma conferida. As cenas com a personagem Male estão no youtube, aqui ó.




